sábado, 7 de agosto de 2010

Parecer Crítico: Reforma Universitária

Reforma Universitária, se pegarmos a palavra reforma teremos o seguinte significado, ato ou efeito de reformar, nova organização, nova fôrma. Com isso vemos que só reformamos aquilo que esta gasto, caindo em desuso, no caso da reforma universitária estamos supondo que o ensino superior esta precisando ser reformulado.
Há muito que ouvimos falar em mudanças no ensino superior, vemos algumas propostas, alguns projetos e a melhoria tão almejada nada. É interessante mudar, claro que é, mais não adianta nada mudar no topo e esquecer a base. E os ensinos fundamental e médio, como ficam? Falam-se de facilidades para o acesso as universidades, e esquecem-se de melhorar a qualidade do ensino médio e fundamental, esquecem de qualificar e valorizar os profissionais destas modalidades. Se estas estiverem cumprindo o seu papel, com certeza não haverá a necessidade de “facilidades” para o acesso ao ensino superior.
A Constituição Federal cita que o governo deve proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência a seu povo. O que temos hoje são universidades que não suprem a demanda de estudantes, muitas dessas sem estrutura física e com falta de pessoal de capacitado e por isso deixando de cumprir o seu verdadeiro papel na sociedade de formadora de cidadãos, onde cada um, indiferente de cor, gênero, e situação econômica, sendo este responsável pelo seu empenho, em uma concorrência justa, acesse o meio acadêmico.
O Brasil é um dos países que tem, no mundo, grande participação privada na educação superior. O setor é responsável por 70% das vagas para a universidade. A educação como um dever do Estado, e não como uma mercadoria, é um dos cinco motivos apresentados pelo Ministério da Educação (MEC) que levaram o governo brasileiro a propor a Reforma Universitária. O fortalecimento da universidade pública, a democratização do acesso, a garantia de qualidade e a construção de uma gestão democrática do ensino superior foram os outros motivos apresentados (http://www.integral.br/noticias/noticia.asp?noticia=36799. Acessado: 03.05.10).
Existe sim a necessidade de mudança, mais uma mudança real e consistente, encarando os problemas com os pés no chão, para dai sim atender a todos de uma forma igual e democrática. Uma reforma só ocorrerá de verdade com a participação da sociedade, de uma forma em esta seja ouvida e respeitada, fazendo valer a sua voz.
Vamos fortalecer as Universidades, fortalecendo o ensino médio e fundamental. Fazendo com que os estudantes destes ingressem no ensino superior com uma boa formação, e principalmente ingressem em um ensino superior de qualidade, indiferente de este ser público ou privado, sendo que se for público melhor ainda.
A constituição afirma:
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, Cap. III, Seção I, Art. 205.)
Em consonância com a profª Ana Paula Santana, no seu artigo, Parecer Crítico – Reforma Universitária, percebo que a reforma universitária não ocorrerá com êxito, enquanto a educação básica pública também não se modificar. Não se reforma em cima, sem se reformar as bases.

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